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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
O novo Rádio Clube e perguntas a Luís Osório
O “Rádio Clube” vem com ambição. Com ambição de ganhar! E isso ouve-se com os novos programas. As novas apostas recaem em “Janela Aberta” de Ana Sousa Dias, no “Bom Dia Portugal” ao fim-de-semana com Paulo Ferreira de Melo, no “Olhos nos Olhos” e depois em alguns ajustes com o reformulado programa de Alexandre Honrado.
 
Assim, “Mais Telefonia” foi fazer algumas perguntas ao director de programas do “Rádio Clube”, Luis Osório, sobre a nova grelha de programas, que tem ainda cerca de três semanas:

Na apresentação dos novos programas afirmou que a meta até Setembro de 2008 é conquistar mais 100 mil ouvintes. Não é um prazo muito pequeno para essa grande conquista?
 
O objectivo de conquistar 100 mil ouvintes até Setembro de 2008 foi assumido pessoalmente por mim. Sempre acreditei que um director, por definição, deve assumir com coragem as suas convicções. Os projectos não se fazem sem ambição e o sacrifício que se pede a cada uma das pessoas deve ser retribuído por quem lidera.
 
Conseguir mais um ponto de audiência em apenas um ano é um objectivo claro. Sabemos que o risco é grande porque uma rádio com as características do Rádio Clube precisa de algum tempo para ganhar a preferência dos ouvintes, mas também sabemos que um projecto de influência nunca o poderá ser se não conseguir conquistar audiência. Difícil ou não, esperamos conseguir ganhar esta aposta. E, quem sabe, superá-la.
 
 
E quem serão esses novos 100 mil ouvintes? Ouvintes de outra(s) rádio(s)? Novos ouvintes da rádio? Ou uma reconquista aos antigos ouvintes do antigo RCP?
 
Creio que é fundamental conquistar ouvintes às rádios de referência. Num país em que o público de referência não é tanto quanto aquele que desejaríamos, não nos será possível cumprir objectivos se não formos capaz de conquistar ouvintes à Antena Um, TSF e Renascença. No entanto, o projecto Rádio Clube não é parecido com qualquer outro no nosso país. Assim, parece-me óbvio que queremos e podemos conquistar ouvintes que escutam e continuarão a escutar rádios de formato musical. Entre essas pessoas incluem-se as que pertenciam ao antigo auditório do RCP.
 
 
De acordo com a nova programação, segundo o site do Rádio Clube (radioclube.clix.pt), verifica-se a ausência do seu programa. Preferiu ficar em exclusivo na Direcção ou voltará em breve?
 
É verdade. Na grelha para esta primeira temporada completa do Rádio Clube, os critérios que orientaram as escolhas foram objectivos. E objectivamente, estou convencido que aos sábados de manhã o programa Visita Guiada, com Célia Bernardo, e Uma Mesa para Quatro, de Maria João Avilez, podem substituir com vantagem o meu programa.
 
Depois, é claro, não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Infelizmente, acrescentaria.
 
Qual a principal diferença no novo Rádio Clube?
 
Os primeiros seis meses do Rádio Clube foram importantes para mostrar às pessoas o essencial deste projecto: uma rádio de palavra, uma rádio que ao longo do dia acompanha a actualidade nas suas várias dimensões, uma rádio capaz de fazer um compromisso centre aquilo que é nacional e local, e entre aquilo que é a informação e os programas.
 
No início desta primeira temporada completa apostamos no fortalecimento desses alicerces e não em mudanças que provoquem abalos na estabilidade que necessitamos de construir.
 
Não faz falta mais música no Rádio Clube? Por exemplo no "Minuto a Minuto" não peca por não ter mais espaço para a música?
 
O Rádio Clube é uma rádio de palavra. A música é um conteúdo que utilizamos em prime time quando tem correspondência com a actualidade. Não podemos colocar em causa a identidade do projecto apenas para ter ganhos a curto prazo. Seria um erro que pagaríamos caro.
 
Faz sentido existirem programas locais numa rádio que pretende ser uma das maiores a nível nacional?
 
A força das programações locais é precisamente uma das âncoras do projecto Rádio Clube. Cada vez mais existe um esquecimento dos projectos nacionais em relação às especificidades locais; chego a pensar que não existe nenhum país tão centralista como Portugal.
 
No Rádio Clube, e o aprofundamento desta estratégia é a nossa prioridade principal, os nossos ouvintes de Vila Real, ou de qualquer outra cidade onde estamos, sabem que podem saber o que se passa no mundo, no país e na cidade onde vivem. Isso está longe de ser um pormenor.
 
Como jornalista, não acha que será sempre preciso um moderador para umas conversas de rádio? (Isto tudo porque uma das apostas, "Olhos nos Olhos", é uma conversa de duas figuras públicas sem um terceiro a intervir.)
 
“Olhos nos Olhos” é uma ideia que tenho há muito tempo. Tenho a convicção absoluta de que será um sucesso. Aliás, os dois primeiros programas (Vasco Lourenço - Otelo e António Reis - Frei Bento Domingues) demonstraram-no muito bem. Em Portugal, tudo o que não está formatado, ideias e pessoas, têm de passar por um crivo de dúvidas. Isso não me provoca espanto ou especial inquietação. 
 
Um muito obrigado ao director de programas do "Rádio Clube", Luís Osório pela grande disponibilidade em responder a estas perguntas sobre a nova grelha de programas


publicado por mais-telefonia às 00:00
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